Programa Voyager

Voyager é o nome de um programa norte-americano de uma pesquisa espacial da NASA, iniciado assim em 5 de setembro de 1977 com o lançamento de duas missões, a Voyager 1 e Voyager 2, com o objetivo inicial de estudar os planetas Júpiter e Saturno e suas respectivas luas.

 

A data não foi escolhida por acaso: naquele período do verão norte-americano, os quatro planetas gasoso do Sistema Solar estavam alinhados — fato que só ocorre a cada 175 anos. Esse evento foi essencial para o sucesso da missão, já que permitiu que a sonda fosse impulsionada pelas gravidades dos planetas, encurtando (muito) seu tempo de viagem.

O Disco de Ouro

O Disco de Ouro

Enquanto estava sendo desenvolvida, os cientistas tiveram uma ideia:

– e se colocássemos um registro terrestre na nave?

 

E o resultado foi a confecção de discos de cobre coberto de ouro. Cada um com 30 centímetros de diâmetro. Entre as informações carregadas por ele: 115 fotos, sons ambientes, 31 músicas e saudações em 55 línguas diferentes — incluindo uma saudação em português.

Os dados foram organizadas por uma equipe liderada por Carl Sagan.

“O lançamento desta ‘garrafa’ no oceano cósmico representa algo muito esperançoso sobre a vida neste planeta”, afirmou o astrônomo, em um dos primeiros trabalhos que o tornaram conhecido do grande público.

 

Há 40 anos, a missão espacial mais longínqua (e longeva) da humanidade ultrapassou a fronteira do nosso sistema solar no dia 12 de setembro de 2013 para avançar no desconhecido espaço interestelar, com uma bolha magnética dominada por partículas solares e já sofre influência de outras estrelas da Via Láctea, não o Sol. Com sua bateria nuclear ainda em funcionamento, os cientistas estimam que ela funcione até o ano 2020, quando estará por conta própria na escuridão do universo. A sonda percorre uma velocidade equivalente a 17km/s ou 61.920 km/h e se encontra a uma distância 139 vezes mais distantes do Sol que a Terra, ou 3 percursos até Plutão.

 

O Programa Voyager é uma versão, reduzida por cortes orçamentários, do programa Planetary Grand Tour que entre os anos de 1960 e 1970 tinha por objetivo explorar todos os planetas exteriores. Ao término do programa em 1989, as Voyager cumprem todos os objetivos com exceção de Plutão que na época também era considerado um planeta pela UAI.

As Voyagers foram lançadas por um foguete Titan III – Centaur,

o qual possuía 50 metros de altura e pesava 635 toneladas das quais cerca de 500 eram combustível. Essa quantidade de combustível foi necessária para que as naves atingissem uma velocidade de cerca de 45 000 km/h suficiente apenas para que as Voyager chegassem até Júpiter.

 

As Voyager 1 e 2 exploraram todos os planetas gigantes do nosso sistema: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, 48 das suas luas e os singulares sistemas de anéis e campos magnéticos que esses planetas possuem. 

A missão foi a primeira a descobrir vulcões ativos fora da Terra e múltiplas luas dos quatro planetas explorados: três em Júpiter, quatro em Saturno, 11 em Urano e cinco em Netuno. Além de ter proporcionado a primeira detecção de raios em um planeta diferente da Terra (em Júpiter) e levantado a primeira hipótese de existência de oceano fora do planeta, sob a crosta gelada de Europa, lua de Júpiter.

Elas também obtiveram uma série de informações até então desconhecidas, como a medida de intensidade total de raios cósmicos, o campo magnético galáctico e a densidade, todos no meio interestelar. Também fizeram as primeiras medidas do choque de terminação do vento solar e imagens dos anéis de Júpiter, Urano e Netuno — pois é, apesar de ser o mais intenso e bonito, Saturno não é único. 

 

 

 

Fonte: wikipedia,Galileu,Updateordie