Egito Antigo

Entre 3200 a.C. – 32 a.C

A civilização egípcia cresceu às margens do Rio Nilo, que fica ao Nordeste da África, por volta de 3000 ou 3200 a.C. A sociedade desenvolveu-se a partir da organização de clãs que há muito se firmaram às margens do rio, com o devido propósito de plantar e criar animais.

Essa civilização passou por diferentes fases, na primeira o Egito era dividido em Alto Egito e Baixo Egito, na segunda fase os dois se juntaram, formando um só governo. Depois da centralização, passou a ser governado por várias dinastias. Mais ao fim do Império, sofreu invasões de outros povos, e o mais importante foi o domínio Romano no fim da Antiguidade Clássica.

Foi uma das primeiras sociedades a se auto documentar, através das artes, da escrita, das práticas religiosas deixando um legado de muitos mistérios a serem desvendados.

Sociedade Egípcia

A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas:

  • Faraó

Era o governante,a autoridade máxima do Egito. Possuía poderes totais sobre toda a sociedade egípcia, além de ser reconhecido como um deus. O poder dos faraós era transmitido hereditariamente, portanto não havia nenhum processo de escolha ou mesmo de votação para colocá-lo no poder. O faraó e sua família eram muito ricos, pois ficavam com boa parte dos impostos recolhidos entre o povo. A família real vivia de forma luxuosa em grandes palácios. Ainda em vida, ordenava a construção da pirâmide que iria abrigar seu corpo mumificado e seus tesouros após a morte.

  • Sacerdotes

Na escala de poder estavam abaixo somente do faraó. Eram responsáveis pelos rituais, festas e atividades religiosas no Antigo Egito. Conheciam muito bem as características e funções dos deuses egípcios. Comandavam os templos e os rituais após a morte do faraó. Alguns sacerdotes foram mumificados e seus corpos colocados em pirâmides, após a morte.

  • Chefes Militares

Os chefes militares eram os responsáveis pela segurança do território egípcio. Em momentos de guerra ganhavam destaque na sociedade. Tinham que preparar e organizar o exército de forma eficiente e rápida , pois uma derrota ou fracasso podia lhes custar até mesmo a própria vida.

  • Escribas 

Eram os responsáveis pela escrita egípcia (hieroglífica e demótica). Registravam os acontecimentos e, principalmente, a vida do faraó. Escreviam no papiro (papel feito de fibras da planta papiro), nas paredes das pirâmides ou em placas de barro ou pedra. Os escribas também controlavam e registravam os impostos cobrados pelo faraó.

  • Povo Egípcio

Mais da metade da sociedade egípcia era formada por comerciantes, artesãos, lavradores e pastores. Trabalhavam muito para ganhar o suficiente para a manutenção da vida. Podiam ser convocados pelo faraó para trabalharem, sem receber salários, em obras públicas (diques, represas, palácios, templos).

  • Escravos

Geralmente eram os inimigos capturados em guerras de conquista. Trabalhavam muito e não recebiam salário. Ganhavam apenas roupas velhas e alimentos para a sobrevivência. Eram constantemente castigados como forma de punição. Eram desprezados pela sociedade e não possuíam direitos.

 

A importância do rio Nilo

Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.

 

 Escrita no Egito Antigo

A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de ideias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.

Os hieróglifos egípcios foram decifrados na primeira metade do século XIX pelo linguista e egiptólogo francês Champollion, através da Pedra de Roseta.

Economia 

A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).

Mumificação 

Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam: chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).

Arquitetura egípcia 

No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Muitas destas construções foram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides, a esfinge de Gizé e o templo de Ramsés II (em Abu Simbel) são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.

Fonte: Suapesquisa;infoescola e todamateria

Civilização Maia

2500 a.C

 

Ninguém sabe quando nasceu a Civilização Maia e tampouco é fácil definir quem são. Pode-se considerar que apareceu como povo ou povos ao redor de 2500 a. C., e sua melhor época iniciou-se em 900 d. C. e, finaliza no século XVI, antes da chegada a  dos espanhóis.

Pode dizer-se que os maias não têm uma única origem nem um idioma comum, nem constituíam uma só nação, senão que eram um conglomerado de cidades-estado. A zona que ocuparam abarca distritos dos atuais, México, Honduras, Belize e El Salvador e são produto de emigrações de tribos procedentes do altiplano, todas da mesma família e chegaram à América central desde o norte.

Os maias desenvolveram um sistema de escritura do qual se conservam alguns códigos como Dresde (que fala de adivinhação e astronomia), Paris (de índole profética), Madri (horóscopos e almanaques) e Groiler (com um calendário completo).

Tinham quatro deuses principais bacabs, que se identificavam com os quatro pontos cardeais. Edificaram, na selva, notáveis edifícios dos quais restaram as ruínas de Tikal, Chitzén Itzá, Palenque ou Copán. Dedicaram-se à agricultura do algodão, milho e cacau e comércio.

Especula-se que desapareceram por suas tensões internas, guerras intestinas, secas tenazes, enfermidades ou discórdias civis pelas diferenças entre os cidadãos e as classes dominantes. Aos espanhóis custou-lhes subjugá-los, sua última  fortaleza caiu em 1697 e depois houve revoltas em Yucatán e Chiapas.

Hoje em dia sobrevivem em vários países da América Central cerca de quatro milhões de indígenas que falam algum dos 28 dialetos maias, que constituem uma população campesina, empobrecida e perseguida.

 

Fonte: Infoescola