Guerra Fria

De 1945 a 1991, o mundo tornou-se bipolar, dividido entre o bloco capitalista e o socialista. A crescente tensão entre eles e suas implicações no mundo caracterizaram a Guerra Fria.

 

O mundo como palco de conflitos

A Conferência de Ialta, em fevereiro de 1945, reuniu dirigentes dos três grandes aliados na guerra: Stalin, da União Soviética, Churchill, da Grã-Bretanha, e Roosevelt, dos Estados Unidos. O resultado da Conferência foi a “partilha” do mundo em áreas sob influência dos Estados Unidos e sob influência da União Soviética.

A Conferência de Potsdam, realizada em julho-agosto de 1945, confirmou as decisões de Ialta, além de estabelecer a divisão da Alemanha em quatro zonas internacionais: norte-americana, soviética, inglesa e francesa.

A frágil aliança  que aproximou a União Soviética e os países capitalistas durante a Segunda Guerra começou a se desfazer em 1945, quando a derrota da Alemanha nazista já parecia certa.

Terminada a guerra, a disputa entre EUA e a União Soviética se intensificou, resultando na chamada Guerra Fria. Preocupava os norte-americanos a rápida expansão do socialismo nos países da Europa Oriental,onde se formaram governos aliados com o regime de Moscou.  A tensão entre as duas potências não chegou a uma guerra de fato. O equilíbrio do poder bélico entre os dois países e o terror nuclear dificultavam uma guerra direta e total.

 

 

Ofensiva política e econômica capitalista

Em 1947,  o presidente norte-americano Harry Truman lançou a Doutrina Truman, uma ofensiva contra  a expansão comunista no mundo. A ofensiva anticomunista nos EUA se intensificou nos anos 1950, coma criação do Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso, chefiado pelo senador ultraconservador Joseph McCarthy. Daí surgiu a expressão macartismo, política que se caracterizou pela implacável perseguição aos cidadãos suspeitos de serem socialistas, comunistas ou mesmo liberais críticos à política norte-americana.

  • Curiosidades: Durante o macartismo,as pessoas eram presas, demitidas de seus empregos, proibidas de trabalha, além de passarem por interrogatórios, muitos dos quais transmitidos pela televisão para todo o país. Em 1953, Ethel e Julius Rosenberg, um casal de físicos nucleares, foram executados na cadeira elétrica, acusados de espionagem a favor da União Soviética.

 

Outra estratégia foi o lançamento do Plano Marshall, um programa de ajuda econômica dos EUA para a reconstrução dos países europeus destruídos pela guerra. O objetivo principal era combater a influência comunista na Europa Ocidental.

  • Curiosidades: Elaborado pelo General George Catlett Marshall, secretário de estado do governo Truman, o Plano Marshall decretava o fim da colaboração econômica  entre os Estados Unidos e União Soviética. Por meio dele, os EUA ofereciam aos países da Europa matérias-primas,produtos e capital, na forma de créditos e doações. Em contrapartida, o mercado europeu não podia impor qualquer restrição à atividade das empresas norte-americanas. Estima-se que, entre 1948 e 1952, o Plano Marshall forneceu cerca de US$ 13 bilhões para reconstrução europeia.

 

 

Alianças militares e equilíbrio de forças

Como consequência da Doutrina Truman, os países da Europa Ocidental, os EUA e o Canadá formaram, em 1949, a Organização do Trabalho do Atlântico Norte, a Otan, com o objetivo de assegurar a defesa militar contra a ameaça do avanço soviético.

A resposta do bloco socialista veio em 1955, quando a União Soviética e os países da Europa Oriental também formaram uma aliança militar, chamada Pacto de Varsóvia, que durou até 1989.

A rivalidade fez com que as superpotências passassem a cumular um arsenal nuclear. Na década de 1950, ambas já dispunham da bomba de hidrogênio, com capacidade de destruição mil vezes maior que as bombas atômicas anteriores.

 

 

Treze dias de terror: a crise dos mísseis

O potencial de destruição das duas potências era tão grande que, naquele momento, qualquer conflito grave entre eles podia significar o fim do mundo, literalmente. O momento em que isso esteve mais próximo ficou conhecido como a crise dos mísseis, em 1942.

A crise começou quando os soviéticos, em resposta á instalação de mísseis nucleares na Turquia e á tentativa fracassada de invasão de Cuba, pelos Estados Unidos, ambos em 1961, instalaram mísseis nucleares em território cubano. Soviéticos e norte-americanos iniciaram uma guerra diplomática exigindo a retirada dos mísseis da Turquia e de Cuba.

Durante treze dias o mundo viveu o medo de uma possível guerra nuclear. A solução veio no final de outubro, quando o governante soviético Nikita Kruschev e o norte-americano John F. Kennedy concordaram em retirar os mísseis instalados em Cuba e na Turquia.

 

 

 

A corrida pela conquista do espaço

Edwin Aldrin, um dos três tripulantes da Apollo 11, se movimenta sobre o solo lunar, em 20 de junho de 1969.

Além das poderosas bombas nucleares, Estados Unidos e União Soviética produziram foguetes e lançaram satélites espacias. Essa disputa científica e tecnológica ficou conhecida como corrida espacial. Colocar satélites em órbita servia para mostrar ao lado inimigo que mísseis de longo alcance poderiam atingir qualquer parte do planeta.

Acompanhe três momentos dessa disputa:

  • Em 1957, o satélite soviético Sputnik 2 levou ao espaço o primeiro ser vivo, a cadela Laika.
  • Em abril de 1961, o major da Força Aérea da União Soviética, Yuri Gagarin, tornou-se o primeiro ser humano a viajar no espaço.
  • Com mais de 1 bilhão de pessoas assistindo ao vivo pela TV, o astronauta norte-americano Neil Armstrong, comandante da missão Apollo 11, pisou no solo lunar em 1969.

A chegada dos norte-americanos à Lua pôs fim a uma década de hegemonia soviética nos programas de exploração espacial, que se iniciou com o lançamento do primeiro satélite artificial, o Sputnik, em outubro de 1957.

 

 

 

O Muro de Berlim

Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e sua capital, a cidade de Berlim, foram dividas em zonas de ocupação: norte-americanos, britânica, francesa e soviética. Quatro anos depois, os países ocupantes dividiram o território alemão em dois países: na parte ocidental, formou-se a República Federal da Alemanha (RFA): no lado soviético constituiu-se a República Democrática Alemã (RDA).

A intensa migração de alemães orientais para o lado vizinho levou o governo da República Democrática Alemã ( Alemanha Oriental) a construir o Muro de Berlim, em agosto de 1961. Ele invadiu a cidade de Berlim Oriental, controlada pela RDA. O muro tinha 155 quilômetros de extensão, 302 torres de observação e 127 redes eletrificadas com alarmes. Chamado por muitos de “muro da vergonha”, foi um símbolo da divisão do mundo em dois blocos.

Soldados da Alemanha Oriental trabalham na construção da parte mais alta do Muro de Berlim, em 1 primeiro de outubro de 1961.

 

 

Fonte: livro de história da Editora Moderna

Guerra de Troia

1300 a.C e 1200 a.C

 

A Guerra de Troia foi um conflito bélico entre aqueus (um dos povos gregos que habitavam a Grécia Antiga) e os troianos, que habitavam uma região da atual Turquia. Esta guerra, que durou aproximadamente 10 anos e aconteceu entre 1300 e 1200 a.C.

Causas da guerra

Gregos e troianos entraram em guerra por causa do rapto da princesa Helena de Troia (esposa do rei lendário Menelau), por Páris (filho do rei Príamo de Troia). Isto ocorreu quando o príncipe troiano foi à Esparta, em missão diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organize um poderoso exército. Agamenon foi designado para comandar o ataque aos troianos. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Troia.

A Guerra

 

 

O cerco grego à Troia durou aproximadamente 10 anos. Inúmeros soldados foram mortos, entre eles os heróis gregos Heitor e Aquiles (morto após ser atingido em seu ponto fraco, o calcanhar).

A guerra terminou após a execução do grande plano do guerreiro grego Odisseu. Sua ideia foi presentear os troianos com um grande cavalo de madeira. Disseram aos inimigos que estavam desistindo da guerra e que o cavalo era um presente de paz. Os troianos aceitaram e deixaram o enorme presente ser conduzido para dentro de seus muros protetores. Após uma noite de muita comemoração, os troianos foram dormir exaustos. Neste momento, as portas que existiam no cavalo de madeira abriram-se e dele saíram centenas de soldados gregos. Estes soldados abriram as portas da cidade para que os gregos entrassem e atacassem a cidade de Troia até sua destruição.

Os acontecimentos finais da guerra são contados na obra Ilíada de Homero. Sua outra obra poética, Odisséia, conta o retorno do guerreiro Odisseu e seus soldados à ilha de Ítaca.

 

 

Mito ou fato histórico?

Durante muitos séculos, acreditava-se que a Guerra de Troia fosse apenas mais um dos mitos da mitologia grega. No entanto, o mito se transformou em verdade quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann descobriu a  cidade de Troia, na Turquia – que tinha sido queimada em 1220 a.C. Entretanto, muitos aspectos entre mitologia e história ainda não foram identificados e se confundem. Hoje é aceito que a guerra de Troia realmente aconteceu, porém, o mais provável é que a luta tenha sido ocasionada por rotas de comércio e não por amor.

 

 

Fonte: suapesquisa.com.br/sohistoria.com.br
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Hiroshima e Nagasaki

Ano de 1945

 

A II Guerra Mundial foi um cenário de imensas atrocidades ordenadas por lideres militares e governamentais de ambos os lados em conflito. Além das dezenas de milhões de mortos,decorrentes dos combates e bombardeamentos, e dos mais de seis milhões de vitimas do holocausto perpetrado pelos nazistas, houve ainda a única utilização na história de bombas atômicas em guerras.

O bombardeamento das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki pode ser considerado o maior atentado terrorista da história da humanidade, já que o objetivo do governo e do exército dos Estados Unidos era aterrorizar a população japonesa e, assim, evitar uma invasão ao país para por um fim à guerra.

Apear da vitória sobre os alemães em maio de 1945, a guerra no Pacífico ainda continuou por dois meses. Os estadunidenses haviam virado o conflito contra o Japão a seu favor, desde as batalhas do Mar de Coral e de Midway, em 1942. Em fevereiro de 1945, os estadunidense passaram a avançar sobre o território japonês, conquistando a ilha de Iwo Jima. A resistência japonesa se dava principalmente com a utilização dos Kamikazes, pilotos que utilizavam de forma suicida seus aviões abarrotados de bombas contra os navios da marinha dos EUA.

Paralelamente aos combates na II Guerra Mundial, os EUA  estavam desenvolvendo em seu território o Projeto Manhattan, uma iniciativa de pesquisa para desenvolver um armamento baseado na fissão do átomo. Uma grande quantidade de engenheiros e cientistas que haviam fugido dos governos nazifascistas europeus participou desse projeto, junto a cientistas e engenheiros estadunidenses.

Os militares dos EUA queriam se adiantar aos alemães na criação dessa bomba, que utilizaria a energia gerada a partir da fissão nuclear do urânio e do plutônio.

O primeiro teste de Projeto Manhattan realizado com sucesso ocorreu no dia 16 de julho, no deserto de Alamogordo, no estado do Novo México, quando uma bomba de plutônio foi explodida.

No mesmo mês, o Imperador japonês Hiroshito recusou a rendição proposta pelos EUA.  A decisão tomada pelo presente dos Estados Unidos, Henry Truman, foi utilizar a bomba atômica para evitar a invasão ao Japão. o que causaria, segundo estimativas, a morte de um milhão de pessoas. Em 06 de agosto de 1945, um bombardeiro B-29, apelidado de Enola Gay, despejou uma bomba de urânio (ironicamente chamada de “little boy – menino pequeno”)sobre a cidade de Hiroshima, que explodiu a 570 metros do solo.  Formou-se uma imensa bola de fogo no céu com uma temperatura de 300 mil graus Celsius, gerando uma imensa nuvem de fumaça na forma de cogumelo, que alcançou mais de 15 km de altura. Estimativas indicam que mais de 140 mil pessoas tenham morrido.

 

Esta é a ‘Little Boy’ ela tinha 60 toneladas e explodiu a 576 metros de altura

 

Hiroshima tinha na época cerca de 330 mil habitantes, e era uma das maiores cidades do Japão, o bombardeio matou imediatamente 50 mil pessoas e feriu outras 80 mil. Cerca de 130 mil pessoas, morreram depois, a bomba lançada é até hoje a arma que mais mortes provocou em pouco tempo, 221.893 mortos é o total das vítimas da bomba reconhecidas oficialmente até hoje. A bomba também afetou seriamente a saúde de milhares de sobreviventes. A grande maioria das vítimas era formada pela população civil, a maioria das pessoas eram mulheres e crianças já que grande parte dos homens se encontrava lutando na guerra. Milhares de pessoas foram desintegradas e, em função da falta de cadáver, as mortes jamais foram confirmadas. Sabe-se que muitas pessoas sobreviveram por estarem em prédios à prova de terremotos.

 

 

Assim ficou a cidade de Hiroshima após a ‘Little Boy’

 

 

Três dias depois um novo alvo foi atingido. Sobre a cidade de Nagasaki, outro bombardeitro B-29, o Bockscar, despejou a “Fat Man”, uma bomba de plutônio mais forte que a que havia explodido sobre Hiroshima. A topografia de Nagasaki, localizada entre montanhas, impediu uma maior irradiação dos efeitos da bomba. Entretanto, mas de 40 mil pessoas morreram. Além das mortes em decorrência da ação direta das duas bombas, dezenas  de milhares morreram posteriormente em decorrência da radiação.

No dia 02 de setembro de 1945, o Imperador japonês assinou a rendição do país. No saldo de mortos realizado pelo residente dos EUA, a utilização das bombas  pode até sido lucrativo. Mas o que ficava para a população japonesa, e em particular, e a mundial, em geral era o terror frente a esse novo instrumento militar.

 

A foto acima autografada pelo Cel. Paul Tibbets mostra o Enola Gay se preparando para sobrevoar Hiroshima e lançar a Little Boy em 06/08/45

O Diário

Robert Lewis, um co-piloto americano de bombardeiros B-29, fez uma cópia de seu diário em 1945, a pedido do editor de ciência do jornal “The New York Times”, e inclui um desenho a lápis da nuvem em forma de cogumelo que se formou após a explosão.

Lewis escreveu o diário original em 6 de agosto de 1945 ao voar para Hiroshima, disfarçado de uma carta a “papai e mamãe”, já que não havia nenhum registro oficial da missão secreta.

“Tenho certeza de que toda a tripulação sentiu que essa experiência foi mais do que qualquer ser humano jamais imaginou ser possível”, escreveu Lewis no diário. “Parece impossível compreender. Quantos ‘japas’ acabamos de matar?”.

 

O bombardeio atômico da cidade japonesa de Hiroshima matou 140 mil pessoas em dezembro de 1945. Quando Lewis viu o cogumelo gigante após a explosão, exclamou: “Deus, o que fizemos?”.

“Honestamente, tenho a sensação de estar em busca de palavras para explicar isto…Deus, o que fizemos?”, escreveu.

Fonte: historiadomundo.uol.com.br/ wikipwdia/G1